
Falava à pouco tempo (questão de minutos mesmo) com uma amiga minha acerca do que somos ou não capazes de mudar ou de nos fazer mudar numa relação.
Ela dizia: Ele deixa de ser nostalgico... Uma relação mudá-lo-à...
Chamei-a de ingénua (é incrivelmente ingénua).
É o problema de muitas relações... a certeza ou a esperança que os defeitos se mudem... que se mantenham apenas as coisas boas... todas as qualidades...
Quem gosta não fica cego aos defeito, continua a odiar aqueles aspectos da personalidade que tornam certos momentos menos bons... e isso não muda com o tempo, não muda com o nome "relação". Quem gosta apenas não os considera importantes o suficiente para por tudo em causa, ficam apagados, mais distantes perto de um sorriso. E quando aquele sorriso consegue apagar todas as feridas, todos os defeitos, então não é preciso mudar nada, não é preciso nome nenhum...
( Oferece-me um sorriso... )
Um comentário:
Tenho estado aqui a passear pela net e encontrei o teu blog. Acho este texto extretamente interessante porque também fala numa conversa que eu tive à pouco. Todas as pessoas têm as suas qualidades e os seus defeitos. A única coisa que muda é a maneira como nós as vemos. Se nós gostamos relamente dessa pessoa, o centro da nossa atenção vai ser nas suas qualidades porque os seus defeitos são o que menos importa. Para além disso, se gostamos de alguém, gostamos do seu "verdadeiro ser"; não temos o direito de pedir que mude.
Beijos, bom fim de semana
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