quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Até Quando
"Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu
Num quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea
Pobre, rico ou classe média?
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura
(Refrão)
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando porrada, porrada?
Até quando vai ser saco de pancada?
(Repete refrão)
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente
Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Você tenta ser contente, não vê que é revoltante
Você tá sem emprego e sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo
Você que é inocente foi preso em flagrante
É tudo flagrante
É tudo flagrante
(Refrão x2)
A polícia matou o estudante
Falou que era bandido, chamou de traficante
A justiça prendeu o pé-rapado
Soltou o deputado e absolveu os PM's de Vigário
(Refrão x2)
A polícia só existe pra manter você na lei
Lei do silêncio, lei do mais fraco:
Ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco
A programação existe pra manter você na frente
Na frente da TV, que é pra te entreter
Que pra você não ver que programado é você
Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar
O cara me pede diploma, num tenho diploma, num pude estudar
E querem q'eu seja educado, q'eu ande arrumado q'eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá
Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar
Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar
Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar
Escola, esmola
Favela, cadeia
Sem terra, enterra
Sem renda, se renda. Não, não
(Refrão x2)
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro
(Refrão)"
Até Quando - Gabriel o Pensador
É importante não esquecer...
(Sinto falta da minha indignação com o mundo... Acho que se passa comigo o mesmo que se passa com médicos que estão durante muitos anos a lidar com as coisas... Habituei-me e encolhi os ombros perante o que me choca e indigna... )
sábado, 2 de fevereiro de 2008
sábado, 1 de dezembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Sou uma pessoa sentimentalista por natureza... nos seus pontos bons e nos seus pontos maus... há momentos em que gostava de conseguir por uma pedra em cima de certos assuntos e esquecer-me completamente da importância que têm para mim, ou por outro lado conseguir dizer tudo o que me vai na alma sem me preocupar minimamente com as consequências... com as saudades...
Dou o que de melhor tenho e deixo transparecer o meu pior com uma facilidade angustiante. Sou uma pessoa fechada mas transparente e só não vê quem nao quer. Por vezes tão transparente que acho que se consegue ver através de mim sem me verem...
Sou selvagem quando me sinto presa, quando me sinto magoada... não tenho força, não ataco verbalmente, mas sei perfeitamente o que dizer, quando dizer e como dizer para magoar ao máximo. A maioria das vezes não penso antes de dizer. As palavras saem muito antes de me aperceber da sua força, mas a intenção está lá... magoar, defender-me...
Não sei dizer não a ninguem... Dou tudo o que posso para ajudar quem me pede ajuda. Enganam-me muito facilmente se me conquistaram e me cegam... Se bem que normalmente sou boa a tirar impressões relativamente ao caracter de alguem.
Tenho medo de mim apaixonada...
Tenho medo de perder as minhas convicções em prol dos outros.
Tenho medo de me esquecer que existo e que mereço ser respeitada.
(sinto-me um pouco egocentrica hoje...)
domingo, 28 de outubro de 2007
Conselho!
A forma mais rapida de perder a concentração e o interesse em algo que tem um prazo curto de entrega: discutir de forma um pouco louca e sem sentido com alguem extremamente importante.
(hoje nem o pânico de última hora me salva)
(hoje nem o pânico de última hora me salva)
sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Falava à pouco tempo (questão de minutos mesmo) com uma amiga minha acerca do que somos ou não capazes de mudar ou de nos fazer mudar numa relação.
Ela dizia: Ele deixa de ser nostalgico... Uma relação mudá-lo-à...
Chamei-a de ingénua (é incrivelmente ingénua).
É o problema de muitas relações... a certeza ou a esperança que os defeitos se mudem... que se mantenham apenas as coisas boas... todas as qualidades...
Quem gosta não fica cego aos defeito, continua a odiar aqueles aspectos da personalidade que tornam certos momentos menos bons... e isso não muda com o tempo, não muda com o nome "relação". Quem gosta apenas não os considera importantes o suficiente para por tudo em causa, ficam apagados, mais distantes perto de um sorriso. E quando aquele sorriso consegue apagar todas as feridas, todos os defeitos, então não é preciso mudar nada, não é preciso nome nenhum...
( Oferece-me um sorriso... )
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Começou...
... o trabalho. E na realidade também as minhas férias. Não me importo de forma alguma sacrificar algumas pestanas, alguns quantos neurónios em prol do tempo que passo com os amigos. Na realidade sabe bastante bem.
Trata-se também do meu futuro e ter consciência disso é uma sensação devastadora... O peso da responsabilidade.
Eu não sei onde estarei daqui a quatro anos. Desenho mil e um futuros à minha frente, mas não sei ao certo que portas abrirei... que janelas se me apresentarão. Mas gosto de onde estou agora, gosto do que vejo em mim, nos outros... Espero que isso não mude tão cedo.
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