quarta-feira, 27 de junho de 2007

A honestidade já deu o que deu...


Quando é que vou aprender a mentir? É que mais vale, quando a verdade ofende.

sexta-feira, 15 de junho de 2007


Ultimatum

"Há uma distância ínfima
Entre o teu sexo e o meu.
Há uma palavra não dita
Entre o teu sexo e o meu.
Há o contacto adiado
O desejo simulado
As carícias indistintas
E a voz que a nada soa
E do corpo não ecoa
O querer e a vontade.
Há um ténue véu tecido
Entre o teu sexo e o meu.
Há um segredo escondido
Entre o teu sexo e o meu.
Há o grito reprimido
O prazer não consumado
O intuito definido
Num secreto esconderijo
Entre as coxas que se calam.

Há um encontro marcado
Entre o teu sexo e o meu."


Encandescente



(Não resisti, este é um poema de uma grande poeta que descubri na net, este poema em especial tem um ritmo, uma força incrivel.
Para ler mais alguns poemas aqui fica o link.
http://eroticidades.blogspot.com/ )


Miau!

quinta-feira, 14 de junho de 2007


"Tenho um corvo à flor da pele
Vive de uma ferida aberta
Acorda quando me deito
Levanta voo do meu peito
Sempre, sempre à hora certa

Passa por aquela casa
Onde resta uma roseira
Dá contigo junto ao mar
Beija-te sem te acordar
Depois fica a noite inteira

Entra pela minha vida
Como a lua no jardim
Pendura tudo o que valha
No gume de uma navalha
Traz-me pedaços de mim

Tenho um corvo à flor da pele
Um irmão da minha idade
Acorda quando me deito
Levanta voo do meu peito
Diz que se chama Saudade."

João Monge

terça-feira, 12 de junho de 2007

Porque o gostar...


.... exprime-se com gestos.




Soneto De Amor

"Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce! "


José Régio