sexta-feira, 11 de maio de 2007

Cortejo



Foi sem dúvida um momento memorável... o meu primeiro cortejo académico da universidade do Porto. :) Pertenço com muito orgulho ao enorme grupo azul ciências (azul bébé para os leigos) que gritou bem alto os elogios à vida universidaria e defendeu com toda a garra a sua faculdade. Foram bons momentos (a minha voz ainda rouca garante bem isso).
Contudo pertenço também a uma geração que durante as noites da queima apresenta a sua face mais vergonhosa. Antes dos concertos, ainda no inicio da noite, já se contam os jovens que caem de bêbedos pelo chão empoeirado do queimodromo. Amigos e conhecidos a comportarem-se de forma vergonhosa quase sem forças para se aguentarem em pé! É uma geração que abusa do alcool, das drogas... faz da vida nortuna uma forma de se apagarem enquanto caminham... perdem a noção do que fazem mas também de quem são. Orgulham-se das vezes que tiveram de ir tomars soro para a barraca do inem e das figuras que já nem se lembram terem feito.
Já não chega ficarem "alegres" do efeito de alguns shots, perderem a timidez e dizerem umas parvoices... agora é quase necessario chegar ao limite e lutar lado a lado com a possobilidade de um coma alcoolico ou de atitudes muito repreensivas que arrastam consigo muitas pessoas...

O espirito académico não está lá, nao se enganem... está na serenata no momento em que os padrinhos no traçam a capa pela primeira vez... está na imposição das insignias quando com todo o orgulho colocamos as capas no chão e cantamos em nome dos nossos finalistas... está no cortejo onde com a voz cantamos o orgulho de pertencermos a uma familia.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Nova pele



Não me aflige a sensação do medo de perder.
Tenho medo da sensação de já ter perdido.

Tenho um ódio aos sentimentos e atitudes irracionais... Movidos por qualquer coisa que parece sempre bem escondida, com vergonha em mim... Sou eu numa pele nova... numa pele gasta de se odiar e arrancar a si mesma. Entro num estado de melancolia em que o que vejo, depois de repetido sistematicamente à minha frente, adquire porporções inimaginaveis... irreais.
Eu sei da verdade que está à minha frente... É concreta... Apenas neste momento nao acredito nela.

Chame-lhe o que chamar... ciumes... medo... desespero... odio... melancolia... não é saudável e nao sou eu.